Estive passeando esses dias, e encontrei quero-queros (Vanellus chilensis), também chamados de tero común pelos nossos hermanos argentinos. Eles fazem seus ninhos (aqui ao lado) durante a primavera com palha e gravetos, no chão, em campos abertos (por isso é comum ver quero-queros em campos de futebol). Quando alguém chega muito próximo do ninho, os quero-queros dão vôos rasantes, afim de afastar o intruso que é uma ameaça aos ovos e filhotes (que são bem bonitinhos por sinal). Além do quero-quero ser a ave símbolo do Rio Grande do Sul, ele é conhecido aqui no sul como "o sentinela dos pampas" pois pode ser ouvido até mesmo de madrugada, assim parecem nunca terem descanso, vigiando o ninho e cuidando uns dos outros.
Os queros-queros possuem uma plumagem bem branquinha no peito e nas asas são bem marrons quanto recem saem dos ovos (ali em cima). À medida que crescem vão ficando acinzentados como seus pais. Apesar de formarem casais agora na primavera, eles continuam defendendo seu grupo. Se alimentam de pequenos peixes, minhocas, e insetos. E o mais ineressante é a maneira que eles fazem para conseguir seu alimento: uma das patas vibra rapidamente no chão ou na água. No chão serve como guia de localizaçao das minhocas e para que os insetos saiam de onde estão escondidos, e na água serve como uma vara de pesca. Os peixes atrídos pelo movimento se aproximam e são capturados.

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