quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Quero-Queros



Estive passeando esses dias, e encontrei quero-queros (Vanellus chilensis), também chamados de tero común pelos nossos hermanos argentinos. Eles fazem seus ninhos (aqui ao lado) durante a primavera com palha e gravetos, no chão, em campos abertos (por isso é comum ver quero-queros em campos de futebol). Quando alguém chega muito próximo do ninho, os quero-queros dão vôos rasantes, afim de afastar o intruso que é uma ameaça aos ovos e filhotes (que são bem bonitinhos por sinal). Além do quero-quero ser a ave símbolo do Rio Grande do Sul, ele é conhecido aqui no sul como "o sentinela dos pampas" pois pode ser ouvido até mesmo de madrugada, assim parecem nunca terem descanso, vigiando o ninho e cuidando uns dos outros.
Os queros-queros possuem uma plumagem bem branquinha no peito e nas asas são bem marrons quanto recem saem dos ovos (ali em cima). À medida que crescem vão ficando acinzentados como seus pais. Apesar de formarem casais agora na primavera, eles continuam defendendo seu grupo. Se alimentam de pequenos peixes, minhocas, e insetos. E o mais ineressante é a maneira que eles fazem para conseguir seu alimento: uma das patas vibra rapidamente no chão ou na água. No chão serve como guia de localizaçao das minhocas e para que os insetos saiam de onde estão escondidos, e na água serve como uma vara de pesca. Os peixes atrídos pelo movimento se aproximam e são capturados.



terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sabiá Laranjeira




Esse é o sabiá laranjeira, que tornou-se em 2002 a ave-símbolo do Brasil, seu canto é conhecido em todo o Brasil e se assemelha a uma flauta, que pode variar dependendo da convivência com outros pássaros, já que ele aprende a cantar. Agora na primavera é comum ver jovens sabiás ensaiando seu canto. Aqui no sul, eles costumam cantar apenas essa época do ano. Muitos afirmam que quando o sabiá começa a cantar é por que o inverno já foi embora. Se alimenta de pequenos insetos, minhocas e frutas, entre as preferidas estão o mamão, a banana e o abacate. Não apresentam diferenças na coloração entre o macho e a fêmea, ambos constroem o ninho, feito de pequenos galhos e plumas, e alimentam os filhotes.





segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A casa dos donos do campinho


O mais curioso ainda dos joões-de-barro (Furnarius rufus) é a maneira de como constroem seu ninho. Nem começou ainda a primavera e eles já estão cheios de barro nos pés e no bico. Vão de bicadinha em bicadinha de barro formar suas casas que são utilizadas apenas uma vez pelos joões-de-barro. No alto de postes, na quina de janelas, em cima do ar condicionado, lugares muito mais seguros e protegidos do que as árvores, eles constroem a entrada em espiral para proteger os filhotes do vento. Por isso muitos joões-de-barro tem as penas do rabo tortas. Após os filhotes crescerem e deixarem o ninho ele só volta a ser utilizado por outras espécies de pássaros como os pardais (Passer domesticus) e por pouco tempo, pois o sol e a chuva enfraquecem a casinha, que acaba se desmanchando.